Caso Ana Beatriz: mãe de bebê é solta e responderá pela morte da filha em liberdade, diz defesa

  • 01/04/2026
(Foto: Reprodução)
Ana Beatriz e a mãe Eduarda de Oliveira Divulgação A mãe da bebê Ana Beatriz Silva de Oliveira, morta com apenas 15 dias de vida em Novo Lino, no interior de Alagoas, foi solta na última sexta-feira (27) e irá responder pela morte da filha em liberdade. A recém-nascida morreu asfixiada. A mulher foi presa em abril de 2025 e, incialmente, precisou ficar afastada das outras detentas. A informação foi confirmada ao g1 nesta quarta-feira (1º) por um dos advogados que fazem a defesa de Eduarda Silva de Oliveira. A Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) também confirmou a soltura. O g1 também entrou em contato com o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), para entender a decisão, mas a reportagem foi informada que, como o processo corre em segredo de justiça, as informações não podem ser repassadas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Indiciada em 2025 Em maio de 2025, Eduarda de Oliveira, com 22 anos à época, foi indiciada pela Polícia Civil pela morte da bebê. Ela confessou o assassinato da filha e responde pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime. O caso mobilizou as forças de segurança de Alagoas e Pernambuco e ganhou repercussão nacional após a mãe relatar inicialmente o suposto sequestro da criança. Dias depois, a bebê foi encontrada morta dentro de um armário no quintal da casa da família, no município de Novo Lino. LEIA TAMBÉM: Corpo de recém-nascida desaparecida em Alagoas é encontrado no quintal da casa da família, diz polícia VÍDEO mostra depoimento da mãe de bebê morta em AL: 'Sufoquei com a almofada da sala' Pai de recém-nascida sequestrada em Alagoas estava fora a trabalho e não conhecia a filha: 'Só vi por foto e vídeo' Defesa da mãe que confessou que matou bebê asfixiada em AL tenta comprovar depressão pós-parto Mãe de Ana Beatriz é indiciada pela morte de bebê no interior de AL; corpo pode ter sido refrigerado Falso sequestro e versões diferentes Em 11 de abril de 2025, Eduarda de Oliveira procurou a polícia para denunciar que a filha havia sido sequestrada por três homens e uma mulher, enquanto as duas estavam em um ponto de ônibus no povoado Novo Eusébio. Ana Beatriz era a filha caçula do casal Eduarda Silva de Oliveira e Jaelson da Silva Souza. Eles têm outro filho. Quando a menina nasceu, Jaelson estava viajando a trabalho e, por isso, só chegou a ver a filha por vídeo e foto. Um suspeito chegou a ser preso, e o carro dele foi apreendido por suspeita de envolvimento no suposto crime. Ele e o veículo foram liberados após o assassinato ser elucidado. Em 14 de abril do mesmo ano, os delegados responsáveis pelas investigações informaram que Eduarda de Oliveira chegou a apresentar cinco versões diferentes, incluindo o sequestro no ponto de ônibus e outra versão na qual afirmou que teve a casa invadida e foi vítima de estupro. Achado do corpo e confissão Armário onde estava o corpo da recém-nascida Ana Beatriz, Novo Lino, Alagoas Arquivo Pessoal No mesmo dia em que a polícia falou sobre as diferentes versões, o corpo de Ana Beatriz foi encontrado no quintal da casa da família. O cadáver estava enrolado em um saco plástico dentro de um armário, junto a materiais de limpeza. Após ser presa, Eduarda de Oliveira confessou à polícia que matou a bebê, asfixiando-a com uma almofada da sala. "Ela ficou chorando um pouquinho. Levei-a para o sofá e a sufoquei com a almofada da sala. Eu a coloquei no sofá, peguei a almofada e a coloquei no rosto da filha. Foi a almofada e o lençol", disse Eduarda. Ainda durante o depoimento, Eduarda contou que chegou a amamentar a filha antes de cometer o crime e deu detalhes de como escondeu o corpo. "Eu não consegui dormir, fiquei perambulando pela casa, fui até a porta, voltei e fui ao armário, achando que ela poderia estar viva, mas ela não estava. Eu a deixei lá. Ela ficou lá desde quando a coloquei, não mexi mais", contou a mãe. Depressão pós-parto À época do crime, a defesa de Eduarda de Oliveira afirmou que a cliente sofria de depressão pós-parto, um transtorno emocional também conhecido como "baby blues", que ocorre logo após o parto e dura cerca de duas semanas, período em que a mãe está se adaptando à nova vida. Apesar disso, a Justiça de Alagoas decidiu, em 16 de abril de 2025, manter a prisão de Eduarda de Oliveira. A decisão ocorreu durante uma audiência de custódia no Fórum do Barro Duro, em Maceió. A Justiça determinou também que, enquanto estivesse presa, a mãe deveria passar por tratamento psiquiátrico. Eduarda, mãe de Ana Beatriz, bebê morta em Novo Lino Erik Maia/TV Asa Branca Alagoas

FONTE: https://g1.globo.com/al/alagoas/noticia/2026/04/01/caso-ana-beatriz-mae-de-bebe-e-solta-e-respondera-pela-morte-da-filha-em-liberdade-diz-defesa.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 5

top1
1. TINTA

ANNA

top2
2. STAY

Justin Bieber

top3
3. Imagine Dragons x J.I.D

Enemy

top4
4. GAYLE

​abcdefu

top5
5. (PNAU Remix)

Cold Heart

Anunciantes